panos escuros e as coisas escorrem por óleo
frio e espesso esta deveria ser a hora em que
me recolheria como um poente no bater do teu
peito mas a solidão entra pelos meus vidros e
nas suas mãos solta o meu delírio e è então que
surges com os teus passos de menina os teus sonhos
arrumados como duas tranças nas tuas costas guiando -
- me
por corredores infinitos e regressando aos espelhos onde
a vida encarou mas o ruído da noite trazem a sua esponja
silenciosa e sem luz e sem tinta o meu sonho resigna longe
dos homens afunda - se como um caju que fermenta e a onda
da madrugada demora - se de encontro às rochas do tempo ...
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