segunda-feira, 1 de novembro de 2021

Solidão

aproximo da noite o silêncio abre  os seus

panos escuros e as coisas escorrem por óleo

frio e espesso esta deveria ser a hora em que


me recolheria como um poente no bater do teu

peito mas a solidão entra pelos meus vidros e

nas suas mãos solta o meu delírio e è então que


surges com os teus passos de menina os teus sonhos

arrumados como duas tranças nas tuas costas guiando -

- me 


por corredores infinitos e regressando aos espelhos onde

a vida encarou mas o ruído da noite trazem a sua esponja


silenciosa e sem luz  e sem tinta o meu sonho resigna longe

dos homens afunda - se como um caju que fermenta e a onda


da madrugada demora - se de encontro às rochas do tempo ...
 

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