ruiu não que ela me fizesse
feliz pelo contrário era tão
frágil mas mantinha - me
sustentava - me !
hoje sinto repulsa se alguém
me toca
nenhum corpo me convida
nenhuma boca me desperta
nenhuma pele me aquece
ruiu não que ela me fizesse
feliz pelo contrário era tão
frágil mas mantinha - me
sustentava - me !
hoje sinto repulsa se alguém
me toca
nenhum corpo me convida
nenhuma boca me desperta
nenhuma pele me aquece
à espera de um beijo que me
despertasse na manhã seguinte
na verdade nunca fui de pernoitar
onde os lençóis não fossem reconhecer
um cheiro que me envolvesse
mas existem chamas que aproximam
peles que convidam
o corpo mendiga a liberdade
e a saturação da ausência aproxima
não acontece o Apocalipse
mas conjuga - se a imaginação que vigente
decora o céu e consegue colorir os espaços vazios !
voltou e là não há antídotos ainda bem
sou teu o meu corpo è somente teu
sou intermitência não se trata de uma
vontade que de olhar se faz viva
não se trata de uma moldura que se
encaixa muito menos de uma pele
com fome o limite não è um orgasmo
ou vários orgasmos
o mais radioso è não haver
sementes no chão a germinarem
no chão sò apenas os nossos pés
quando a musica nos faz dançar
mas que as estrela essas estavam
là para nos guiarem e construímos
um planeta perto do sol
o meu coração sozinho
pleno a construir labirintos
para nunca mais ninguém
os encontrar a magia aconteceu
e foi mais interior que as células que as
mecânicas
que renovam o nosso corpo a cada dia lutar contra
o que jà estava no destino conseguir prever
o que nem o amèn dos Deuses ousou conceber !
que um coração azul
era o infinito que toda
a transparência do mar
residia em ti eu não teria
olhado para o teu sorriso
como quem contempla o céu
estrelado depois de dias de tempestade
a lua transformou - se
apenas nossas numa dimensão
nunca antes vista numa luz tão
brilhante o sol sentiu inveja e quis
aparecer eram os teus lábios quentes
que me beijavam como se fosse a
primeira vez !
intensifica o silêncio do olhar
armazena e multiplica o sulco
do beijo intensifica a face da lua
verteu o som do mar
no meu ouvido mas o teu
ópio e o meu gemido na verga
do teu corpo a clemência do meu
pecado !
que na espécie humana
alguém vingou alguém
consegui sobreviver
a crueldade do mundo
e conseguiu sair do capitulo
com as suas próprias mãos
as tais mãos que eu sabia que eram
capazes de me trazer o cèu
encontrei muralhas
forcei passagens fiquei
sem telhado o luz intensa
ofusca - me qualquer raio
me queimava
foi dizer - te " amo - te "
mas tive medo de ao fazê - lo
tu viesses num balão de ar
e rebentasse antes de poder
elevar - se bem alto ao ponto
de tocar o céu !
neste pensar e fiz dele
o meu manicómio e foi
neste lugar debruçado
a janela neste lugar
que me habita que insatisfação
sò na loucura consegui suportar
esta ideia esta insatisfação debruçado
a janela neste lugar que me habita
um amo - te no calor
dos corpos não existe
espaço suficiente no planeta
com tamanha orbita
penso eu !
em branco era como se existisse
um mar e eu não pudesse entrar
nele não pudesse entrar nas suas
profundezas e descobrir e perceber
a transparência da sua beleza interior
não pudesse sentir - me livre ao voltar
a superfície !
paragrafo do livro que já li dezenas
de vezes e do qual sabia o final !
mas nem sempre o céu
se me dessem o céu eu
elevava - me estendia os braços
nunca ninguém teve mãos suficientes
para o trazer
amo - te
eu nunca senti sò ouvia
as vezes achava que o problema
era eu ser insatisfeito por natureza
o muito sempre foi pouco para mim
por vezes lentos e fatigados
atè ao único precipício que de
tão raro ninguém nunca alcançou
è enriquecedora e que podemos
retirar daquelas paisagens
se tivermos a coragem de dar
mais um passo !
que o meu coração pare
de bater que o sangue pare
de correr nas minhas veias
que os meus ossos sejam ruídos
e que o meu pò se transforme
numa semente para que a terra
brote uma linda árvore com o cheiro
que carrego da tua pele nas minhas
entranhas
a embalar - me enquanto o teu
rosto ilumina o céu
tenho a força do mar
encontro - a nos teus braços
quando me abraças
è sò um comando que è desligado
quando encontramos alguém
que nos ensina o significado
da palavra amor e eu encontrei - te
foste tu que me ensinaste quão raro
sendo eu apenas um ponto do mundo
sentir - me gigante ao ponto de conseguir
tocar as estrelas com as pontas dos dedos
que esta minha realidade ruiu não que ela me fizesse feliz pelo contrário era tão frágil mas mantinha - me sustentava - me ! hoje sinto rep...