o lençol que è feito de ternura
amarrotada da frescura que vem
depois do sol quando depois do sol
não vem mais nada ...
olha a roupa no chão
que tempestade
há restos de ternura pelo meio como vultos
perdidos na cidade onde uma tempestade sobreveio
começas a vestir lentamente
e è ternura tambèm que vou vestindo
para enfrentar là fora aquela gente
que da nossa ternura anda sorrindo
mas ninguém sonha a pressa em que a despimos
assim que estamos sós !

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