terça-feira, 16 de agosto de 2022

Nada fica nada somos

um pouco ao sol e ao ar

nos atrasamos da irrespirável

treva que nos pese da húmida terra

imposta cadáveres adiados que procriam

leis feitas de estátuas vistas odes findas tudo

tem cova sua se nòs carnes a que um íntimo sol 

dà sangue temos poente porque não elas ?

somos contos  cantando contos nada
 

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