terça-feira, 16 de agosto de 2022

Silêncio

já o silêncio não è de oiro

è de cristal este silêncio

imposto

que lívido museu !

velado

sepulcral

ai de quem se atreve

a mostrar bem o rosto !

um hálito de medo embaciando o vidrado

dà - nos um estranho ar de fantasmas


ou fetos na armadura e sobre si fechado

ninguém sonha  sequer sonhos completos


tal mal consegue o luar insinuar - se em nòs

que a própria voz do mar segue o risco de um disco ...


não cessa de tocar não cessa a sua voz ma já ninguém

pretende experimentar - lhe o risco !
 

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