terça-feira, 16 de agosto de 2022

Presidio

nem todo o corpo è carne ... nem todo

que dizer do pescoço às vezes linho

lago tronco de árvore nuvem ou ave

ao tacto sempre pouco ... ?

e o ventre inconsciente como o lodo ? ...

e o morno gradeamento dos teus braços ?

não meu amor ... nem todo o corpo è carne

è tambèm água terra  vento fogo


è sobretudo sombra à despedida

onda de pedra em cada reencontro


no parque da memória o fugidio vulto

da Primavera em pleno Outono ...


nem sò de carne è feito este presidio

pois no teu corpo existe o mundo todo
 

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