que dizer do pescoço às vezes linho
lago tronco de árvore nuvem ou ave
ao tacto sempre pouco ... ?
e o ventre inconsciente como o lodo ? ...
e o morno gradeamento dos teus braços ?
não meu amor ... nem todo o corpo è carne
è tambèm água terra vento fogo
è sobretudo sombra à despedida
onda de pedra em cada reencontro
no parque da memória o fugidio vulto
da Primavera em pleno Outono ...
nem sò de carne è feito este presidio
pois no teu corpo existe o mundo todo

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