na berma da estrada
deslizo no asfalto deixai - me
nesta paz
ah ! ... que ninguém me roube
este momento !
bem sei que há gritos e sofrimento
em toda parte
há ! .... por um momento sò !
ou seja rodar apenas o rodar
da minha bicicleta debaixo deste sol
de ouro deste solo erguido
a toda minha grandeza e miséria
contemplo - me que fiz ?
onde o que ambicionei ?
quase sem vigor a árvore cresce
num solo ingrato
e em seus torcidos galhos já não pousam
aves
Sem comentários:
Enviar um comentário