sexta-feira, 5 de novembro de 2021

um

de ventre azul dorme ao sol

na berma da estrada


deslizo no asfalto deixai - me

nesta paz


ah ! ... que ninguém me roube

este momento !


bem sei que há gritos e sofrimento

em toda parte


há ! ....  por um momento sò !

ou seja rodar apenas o rodar


da minha bicicleta debaixo deste sol

de ouro deste solo erguido


a toda minha grandeza e miséria

contemplo - me que fiz ?

onde o que ambicionei ?


quase sem vigor a árvore cresce

num solo ingrato


e em seus torcidos galhos já não pousam

aves
 

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