sexta-feira, 5 de novembro de 2021

deslizo no asfalto

sob o sol da manhã là em baixo o rio

è uma cobra imensa de água cheios


de sonhos e ansiedade esquecidos e serenos

os pescadores de noites sem fins estão atentos


pacientemente esperam que surjam os peixes

impossíveis que surjam do lodo


deixai - me na paz desta manhã  tão clara como

os trigos a rebentar da terra 


e aquela égua dando de mamar o seu potro inquieto

e sedento de uma vida plena verdadeiramente plena


sem análises nem tortura ela mesmo incensa-mente

humilhada e triunfante por isso estes torcidos galhos


onde de novo rebentam as folhas e flores raspam - me

de leve os cabelos e suavemente poderosamente dizem


aos homens atònitos que no asfalto deslizam ... Bom dia !
 

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