existe o mundo a esplêndida violência
ou os bagos de uva de onde nascem as
raìzes minúsculas do sol os corpos
genuínos e inalteráveis do nosso amor
os rios as grande paz exterior das coisas
as folhas dormindo o silêncio as sementes
à beira do vento a hora teatral da posse e o
poema cresce tomando tudo em seu regaço
e já nenhum poder destrói o poema insustentável
único invade as órbitas a face amorfa das paredes
a miséria dos minutos a força sustida das coisas
a redonda e livre harmonia do mundo em baixo
o instrumento perplexo ignora a espinha do mistério
e o poema faz - se contra o tempo e a carne
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