a dita è um jugo e o ser feliz oprime
porque um certo estado não quieto nem
inquieto meu ser calmo quero erguer
alto acima de onde os homens têm prazer ou dor
a dita è um jugo e o ser feliz oprime
porque um certo estado não quieto nem
inquieto meu ser calmo quero erguer
alto acima de onde os homens têm prazer ou dor
que nascem nesse dia morrem a luz para elas
è eterna , porque nascem nascidas já o sol , e
acabam antes que Apolo deixe o seu curso visível
assim façamos nossa vida um dia , incidente , Lídia ,
voluntariamente que a noite antes e após o pouco que
duramos
em qualquer hora
pode suceder - nos
o que tudo mude fora
do conhecido è estranho
o passo que nòs próprios
damos
graves numes guardam as lindas
do que è uso não somos deuses ;
cegos , receemos , e a parca dada
vida anteponhamos à novidade ,
abismo
os tolos são felizes
se fosse casado eliminava os tolos da minha casa
cada cidadão que me fosse apresentado não poderia
sê - lo sem exibir o diploma de sócio da academia real
das ciências olha criança decora estas duas verdades
que o Balzac não menciona na « Fisiologia do casamento »
um erudito ao pè da tua mulher fala - lhe da Civilização Grega
na Decadência do Império Romano em Economia Politica em
Direitos Publico e atè Química Aplicada do Extracto do Espírito
de rosas confessa tudo
o maior mal que pode fazer a tua mulher è adormecê - la
o tolo não è assim como ignora e desenha a ciência dispara
a queima roupa na tua pobre mulher quantos galanteios importou
de Paris que são originais em Portugal porque são ditos num idioma
que não è francês nem português a tua mulher se tem a infelicidade
de não ter em ti um marido doce e meigo começa a comparar - te
com o tolo que a lisonjeia e acha que o tolo tem muito juízo
concebido juízo ao tolo concede - lhe tudo
ora ai tens porque antes queria ao pè da minha mulher o José Augusto
em cuecas do que o barão de Sá coberto com a capa daquele grande piegas
José do Egipto
ri - te
se queres ser feliz abdica da inteligência convence - te e convence os outros
que ès um pária de senso comum entra nesses camarotes e diz a letra do « Barbeiro
de Sevilha » è de Voltaire e a composição do maestro Spinosa vira - te vitima
predestinada e diz - lhe que a musica è da voz dos anjos confidentes de paixão
delirantes que dos olhos dela deviam partir inspirações que arrebatam Raphael
de Urbino que faràs de autor da « Norma »
se ouvires uma gargalhada insofrida deixe - os rir
continua faz - te vitima interessante acolhe - te
à piedade da dama e fala - me depois ...
espreito então pelas janelas de onde
se vêem coisas que eu antes nunca
tinha visto coisas que adivinhava mas
nunca quis olhar nessas alturas o meu
nome è o teu olhar e os meus olhos são
a pronuncia do teu nome que se diz com
pequeno brilho molhado um som pequeno
como regaçar de asas dessas aves que constroem
ninho na folhagem e criam raìzes fundas nas palavras
vulgares que os amantes vulgares engrandecem quando
falam de amor ...
isso que outrora era ,
aqui onde dormindo ,
- sossego , sò sossego -
se sente a noite vindo e nada importaria
- sossego , sò sossego -
que fosse antes o dia , aqui , aqui estarei
- sossego , sò sossego -
como exìlio de um rei gozando da ventura
- sossego , sò sossego -
da dor e da esperança que ter a negação
- sossego , sò sossego -
de todo o coração
basta - me
o instante antes do beijo
quero - me
corpo ante o abismo
terra no rasgão do cismo
o lábio ardendo entre tremor
e tremor o escurecer da luz
no desaguar dos corpos
o amor não tem depois
quero o vulcão que na terra
não toca o beijo antes de ser boca
que esta minha realidade ruiu não que ela me fizesse feliz pelo contrário era tão frágil mas mantinha - me sustentava - me ! hoje sinto rep...