segunda-feira, 15 de agosto de 2022

nenhuma morte apagará

 

os beijos por dentro das casas onde nos amamos

ou pelas ruas clandestinas da grande cidade livre

estarão sempre vivos os sinais de um grande amor

esses densos sinais do amor e da morte em que se vive

a vida ai estarão de novo as nossas mãos e nenhuma dor

será possível onde nos beijamos eternamente apaixonados

meu amor eternamente livres prolongaremos em todos os dedos

os nossos gestos e profundamente no peito dos amantes a nossa

alma líquida e atormentada desvendará em cada minuto o seu

segredo para que este amor se prolongue noutras bocas ardam


violentos de paixão os nossos beijos e se confundam

mutuamente violentando - se violentando a noite para

que o outro dia afinal seja possìvel













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