assaltei o mundo e pensei que tudo estava
em nòs nesse doce engano de tudo sermos
donos sem nada termos simplesmente porque
era de noite e não dormíamos
eu descia em teu peito para me procurar e antes
que a escuridão nos cingisse a cintura ficávamos
nos olhos vivendo de um sò amando de uma vida
o meu corpo não se reconhece na espera percorrer
com um sò gesto o teu corpo e beber toda ternura
para refazer o rosto em que desapareces o abraço
que desobedeces
um espanto a tua boca entreaberta aveludada doce
sal-picante a minha lìngua sorve - a à descoberta
entreabres as pernas onde perco os meus dedos
a tremer desço a boca atè morder a luz molhada
por entre os teus gemidos de prazer e beijo a alma
no teu corpo que se excita a cada segundo a cada
movimento a cada sorvo
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