quinta-feira, 25 de novembro de 2021

Nem sempre me incendeiam

o acordar da ervas e a estrela despenhada da sua órbita viva .

Porém tu sempre me incendeias .


Esqueço o arbusto impregnado de silêncio

diurno a imagem pungente com os seus dedos


esmagados e ascendido .


Porém , não te esqueçam meus corações de sal

e de brandura entontece meu hálito com a sua sombra ,


tua boca penetra a minha como a espada se perde no arco

e quando gela a mão em sua distância amarga , a lua estola ,


a paisagem regressa ao ventre , o tempo se desfibra invento

para ti a musica , a loucura e o mar


In Herberto Helder
 

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