como carpinteiros nas tábuas
que triste não saber fluir
ter que por verso sobre verso
corno quem constrói um verso muro
e ver se està bem e tirar se não està
quando a única casa artística è a terra
toda que varia e està està sempre bem e
è sempre a mesma
penso nisto como quem respira e olho
para as flores e sorrio nem sei se elas
me compreendem nem eu a elas
sei que a verdade està nelas e em mim
e na nossa comum divindade de nos deixarmos
ir e viver pela terra e levar ao solo pelas estações
contentes e deixar que o vento cante para adormecermos
e não termos sono
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