segunda-feira, 1 de novembro de 2021

Fernando Pessoa

O teu canto justo desenha as sombras

limpas da vida viúvo de pessoa a tua

coragem de ousar e não ser ninguém


a tua navegação com bússola e sem 

astros no mar indefinido teu exacto

conhecimento impossessivo criaram


o teu poema arquitectura ès semelhante

a um deus de muitos nomes cariàtide

de ausência isento de destinos invocando


a presença já perdida e dizendo sobre

a fuga dos caminhos que foste como

a erva não colhida
 

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