venho do silêncio incerto do poema e sou umas
vezes constelação outras vezes árvore tantas
vezes árvore tantas vezes equilíbrio outras tantas
tempestade a nossa memória è um mistério recorda -
- me de uma musica maravilhosa que nunca ouvi na
qual consigo distinguir com clareza a flauta os violinos
o oboé
viver não è estar quieto nem conformado nem ficar
ansiosamente à espera viver è romper rasgar repetir
com criatividade à vida não è fácil nem justa e não
dà para a comparar a nossa com a de ninguém de
um dia para o outro ela muda muda - nos faz - nos
ver e sentir o que não víamos nem sentíamos antes
e possivelmente o que não veremos nem sentiremos
mais tarde
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