o teu desejo a tua noite
sem remédio a tua virtude
a tua carência
eu que longe de ti sou fraco
eu que já fui água seiva vegetal
sou agora trémula raiz
traz de novo meu amor a transparência
da água da ocupação à minha ternura
vadia mergulha os teus dedos no feitiço
do meu peito e espanta na gruta funda
de mim os animais que atormentam o
meu sono
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