quinta-feira, 28 de outubro de 2021

Peço - te

não pises  as violetas que trago no olhar

falemos dos brilho estilhaçado desta casa

súbita que o teu corpo devoluto a noite

devora as palavras possíveis o sofrimento

pulsa em tua boca torna a minha boca vulnerável


o amor è um nada que a liberta uma luz que desce

dos ombros para o ventre e fecunda as sementes

da tua virgindade essa faz parte de uma dor quase

amigável na lividez do tempo e que entregas em 


minhas mãos beijando - as tornando - te parte de meus

versos da minha forma mais profunda  de gostar de ti


amar - te  è deixar que me toques atè ser teu e que deites

 no meu corpo e adormeças inteira dentro de mim


peço - te não pises as violetas que trago no olhar cheira a ti

são para ti um bouquet de palavras que floriram no tempo

de amor
 

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