quis pedi - lo aos vivos disseram - me
que não
os mortos não sabem là onde estão
que neles se enfeitam os meus braços
tortos
os mortos dormiam passei - lhes ao
lado arranquei - lhes tudo quanto pude
páginas intactas um livro fechado em cada
ataúde
ai as pedras raras !
as pedras preciosas !
relâmpagos verdes por debaixo do mar !
a sombra o perfume dos cravos das rosas
que os dedos hirtos teimavam guardar !
a minha alma è um cadáver pálida desfeita
as suas ossadas quem sabe aonde estão ?
trago as mãos cruzadas pesa - me no peito
quem sabe se a lama onde me deito dará
flor aos vivos que dizem que não ?
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