domingo, 31 de outubro de 2021

Dou - te

o meu nome raiz há muito tempo

arrancada  dou - te esta calma guardada

nos homens do meu país


dou - te a fome do meu canto

dou - te os meus braços em cruz

e as mãos feitas num crivo


dou - te os meus pulsos abertos

mas è por outra que vivo


tu cuja sombra clara como em forma

de sombra assombravas ledo o claro

dia em luz mais rara se em sombra a 

olhos visão brilhavas
 

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