voltariam comigo atè amanhecer
eu não conseguia entender a cor
de seus olhos estranhos
tudo ao redor pulsava
eu nunca soube se tu eras
minha amiga ou a minha inimiga
e se era verão ou inverno
voltariam comigo atè amanhecer
eu não conseguia entender a cor
de seus olhos estranhos
tudo ao redor pulsava
eu nunca soube se tu eras
minha amiga ou a minha inimiga
e se era verão ou inverno
não sei nada sobre a vida
não sei nada sobre a morte
mas amo - te !
de acordo com a boa lógica
tu ès luz extinta minha devolução
è louca meu culto uma loucura
e hà uma loucura em te amar
mas eu te amo !
já separadas de tudo enquanto a vida
arranca do coração dolorosamente
como se o empurrassem para trás
brutalmente mas ela marcha hesita isolada
arrancando as raìzes do menor
dos seus rios inundando
tu com punhais de saliva
de fogo esperma estou cercado
de agulhas sua boca mais vulnerável
marcado em seus lados o itinerário
da espuma assim è o amor mortal
e navegável
ou ainda è ?
não suportas o mal
o ar dividido entre a fidelidade
que se deve à terra de sua mãe
è quase o branco - azul onde
o pássaro se perde
a musica digamos assim
sempre foi a sua ferida
mas tambèm nas dunas
foi exaltação não ouça o rouxinol
ou dentro de ti è onde toda musica
è pássaro
outras vezes a água
livre - se do pequeno
rumor de Agosto
um corpo nem sempre
è o lugar da luz nua furtiva
dos limoeiros carregados de pássaros
e do verão nos cabelos na folhagem
escura dos sonhos e onde brilha a pele
molhada o desabrochar da lìngua
verdade è a palavra
è bom ser como ninguém
como ninguém nos galhos
altos irmão da canção
isento de qualquer pássaro
que passa que passa reflexo
de um reflexo contemporâneo
de qualquer olhar desvairado
è por isso que vai e vem com as mares
queima feita de esquecimento doce pò
a flor da espuma sò isso
que esta minha realidade ruiu não que ela me fizesse feliz pelo contrário era tão frágil mas mantinha - me sustentava - me ! hoje sinto rep...