arrancando as raìzes do menor
dos seus rios inundando
tu com punhais de saliva
de fogo esperma estou cercado
de agulhas sua boca mais vulnerável
marcado em seus lados o itinerário
da espuma assim è o amor mortal
e navegável
arrancando as raìzes do menor
dos seus rios inundando
tu com punhais de saliva
de fogo esperma estou cercado
de agulhas sua boca mais vulnerável
marcado em seus lados o itinerário
da espuma assim è o amor mortal
e navegável
ou ainda è ?
não suportas o mal
o ar dividido entre a fidelidade
que se deve à terra de sua mãe
è quase o branco - azul onde
o pássaro se perde
a musica digamos assim
sempre foi a sua ferida
mas tambèm nas dunas
foi exaltação não ouça o rouxinol
ou dentro de ti è onde toda musica
è pássaro
outras vezes a água
livre - se do pequeno
rumor de Agosto
um corpo nem sempre
è o lugar da luz nua furtiva
dos limoeiros carregados de pássaros
e do verão nos cabelos na folhagem
escura dos sonhos e onde brilha a pele
molhada o desabrochar da lìngua
verdade è a palavra
è bom ser como ninguém
como ninguém nos galhos
altos irmão da canção
isento de qualquer pássaro
que passa que passa reflexo
de um reflexo contemporâneo
de qualquer olhar desvairado
è por isso que vai e vem com as mares
queima feita de esquecimento doce pò
a flor da espuma sò isso
meu amor o teu peito de coragem
feito de pedras e cardo há um país
de viagem e vinhos de cada cor
verdes maduros bastardos há uma
pedra de cal em cada olhar que respira
há uma dor que já dura
desde que dura a mentira
há um muro levantado
numa seara madura
verde mar verde limão
são os teus olhos de medo
o vento è este segredo que escreve
em cada manhã
pouco importa o tempo que passa
sem que o possamos segurar agarrar
com as nossas próprias mãos
pouco importa a morte que nos assinala
constantemente sem que a possamos deter
quando partimos num abrir e fechar de olhos
dentro de mim para saciar
a sede da vida em mim sedente
de ti no meu corpo preciso
dela dentro de mim para poder viver
como os vampiros necessitam de sngue
para viver sem ti morro por amor !
que esta minha realidade ruiu não que ela me fizesse feliz pelo contrário era tão frágil mas mantinha - me sustentava - me ! hoje sinto rep...