sábado, 13 de agosto de 2022

estou a amar - te

como o frio corta os lábios

arrancando as raìzes do menor

dos seus rios inundando

tu com punhais de saliva

de fogo esperma estou cercado

de agulhas sua boca mais vulnerável

marcado em seus lados o itinerário

da espuma assim è o amor mortal

e navegável

 

inclinas o rosto

melancolia e nem ouves o rouxinol

ou ainda è ?

não suportas o mal

o ar dividido entre a fidelidade

que se deve à terra de sua mãe

è quase o branco - azul onde

o pássaro se perde

a musica digamos assim

sempre foi a sua ferida

mas tambèm nas dunas


foi exaltação não ouça o rouxinol

ou dentro de ti è onde toda musica

è pássaro
 

um amigo

è as vezes e o deserto

outras vezes a água

livre - se do pequeno

rumor de Agosto

um corpo nem sempre


è o lugar da luz nua furtiva

dos limoeiros carregados de pássaros


e do verão nos cabelos na folhagem

escura dos sonhos e onde brilha a pele


molhada o desabrochar da lìngua

verdade è a palavra
 

sexta-feira, 12 de agosto de 2022

agora moro mais perto dos amigos

não conhecem o caminho

è bom ser como ninguém

como ninguém nos galhos

altos irmão da canção

isento de qualquer pássaro

que passa que passa reflexo

de um reflexo contemporâneo

de qualquer olhar desvairado

è por isso que vai e vem com as mares

queima feita de esquecimento doce pò


a flor da espuma  sò isso

 
 

sexta-feira, 8 de julho de 2022

pela liberdade

neste país sem olhos sem boca

meu amor o teu peito de coragem

feito de pedras e cardo há um país

 de viagem e vinhos de cada cor

verdes maduros bastardos há uma

pedra de cal em cada olhar que respira


há uma dor que já dura

desde que dura a mentira


há um muro levantado

numa seara madura


verde mar verde limão

são os teus olhos de medo


o vento è este segredo que escreve

em cada manhã
 

o nosso amor

pouco importa as horas que passam

pouco importa o tempo que passa

sem que o possamos segurar agarrar

com as nossas próprias mãos

pouco importa a morte que nos assinala

constantemente sem que a possamos deter

quando partimos num abrir e fechar de olhos
 

resalva

a tua saliva è a água que bebo

dentro de mim para saciar 

a sede da vida em mim sedente

de ti no meu corpo preciso

dela dentro de mim para poder viver

como os vampiros necessitam de sngue

para viver sem ti morro por amor !
 

desde que te conheço

que esta minha realidade ruiu não que ela me fizesse feliz pelo contrário era tão frágil mas mantinha - me sustentava - me !  hoje sinto rep...